quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ao aposentar-se AFT fala da carreira

Fonte: SINAIT

São Paulo, 28 de Abril de 2009.

Caras (os) colegas Auditoras(es), demais colegas da nossa instituição MTE, colegas terceirizados da SRTE/SE e SRTE/SP, amigos Sindicalistas, amigos Incentivadores do bom desempenho do nosso papel de “Servidora Pública” da União. Face à concretude da minha aposentadoria, quero dividir com vocês a minha gratidão, pelo simpático interesse e atenta dedicação ao continuo andamento do nosso trabalho, na busca do respeito nas relações do mundo do trabalho, responsável pelo crescimento e desenvolvimento do nosso país.

Ser Auditora Fiscal do Trabalho me fez acreditar que parceria, transversalidade e reorganização, com planejamento na “Ação Fiscal”, ajudam a levar para as organizações dos trabalhadores (as) e empregadores (as) um olhar de construção institucional de políticas ativas de emprego e a construção de mecanismos legais e ideológicos da re-elaboração de uma ética do trabalho.

Foi planejando uma “Ação Fiscal”, no setor de transporte, na sede do sindicato, que recebi a notícia da minha aposentadoria. Naquele momento, a aposentadoria vira para mim um processo de criação, valorizando a importância do papel da Auditoria Fiscal. Razão que me faz afirmar aos colegas e amigos, que a minha aposentadoria vira “Interação Social”. Aqui quero lembrar que os grandes filósofos e estudiosos nos transportam para entender que a reflexão é essencial à humanidade, que o homem, como homem, é livre. E assim, percebemos nossa evolução quando constatamos que as pessoas não são mais amontoadas, sob pressão da pobreza e da alienação do trabalho, elas são agrupadas em classes sociais e politicamente atuantes.

Com particular intensidade, mas de maneira alguma com exclusividade, buscamos como profissional adequar nossas ações com o olhar para um mercado de trabalho saudável, buscando adaptações estratégicas das necessidades de combate à precarização do emprego e de ajustes necessários no “Sistema Público de Emprego e outras políticas públicas”.

Paralelamente, acredito que, nós Auditores, contribuímos muito no combate à violência, que nasce principalmente pela interferência de aspirações frustradas dos direitos de comunidades, fortalecida, também, na questão do desemprego e dos ambientes de trabalho insalubres, que são uns dos itens mais afetados pela crise financeira mundial. Neste sentido, um bom diálogo com o MTE, é fundamental.

Quero, ainda, lembrar o quanto foi gratificante aprender com todos vocês na minha caminhada de Auditora. Como agradecimento, deixo de presente o que escreveu Lord Acton: “Se o passado foi um obstáculo e um peso, o conhecimento do passado é a emancipação mais segura e mais garantida”.

Com carinho, continuaremos nossa caminhada por um Mundo melhor para a humanidade. Um abraço especial para cada um que receber esta carta.

Lourdes Correia de Almeida Neves

Representantes do SINAIT vão à Câmara pedir apoio à abertura de concurso para AFT

Publicada em: 06-05-2009
fonte> SINAIT

A presidente do Sindicato, Rosa Jorge, e o vice-presidente adjunto de Administração, Sylvio Barone, estiveram reunidos na terça-feira 5, com o primeiro vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS).

A presidente do SINAIT, Rosa Jorge, e o vice-presidente, Sylvio Barone, participaram de reunião, nesta terça-feira 5, com o deputado e primeiro vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS), para pedir apoio à proposta de realização de concurso para Auditor Fiscal do Trabalho – AFT.

Em janeiro, deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, atendendo à reivindicação do SINAIT, encaminhou Aviso Ministerial ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP solicitando a abertura de 520 vagas para o cargo de AFT. Desde então, o processo encontra-se em trâmite no MP.

De acordo com a presidente do SINAIT “a quantidade de vagas solicitada pelo MTE é insuficiente para atender a demanda crescente de serviços nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego - SRTE de todo o País. Mas, imprescindível para manter o funcionamento dos serviços em um patamar mínimo de eficiência e qualidade, diante da redução do quadro de AFTs, ocasionada por aposentadorias desses servidores”.

O deputado Marco Maia defendeu a causa e disse que reconhece a importância da atuação dos AFTs no combate ao trabalho escravo e infantil e na fiscalização dos vínculos trabalhistas e que irá solicitar audiência junto ao Planejamento para tratar do assunto.